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Em busca da retomada 05/05/2017 09:19:32

Abertura de lojas em formatos mais aderentes à demanda, busca incessante por reduzir custos e tantas outras iniciativas para vencer a crise não bastaram para impedir a queda de 1,5% do autosserviço em 2016, a segunda seguida

 

Fonte: Nielsen/Estrutura do Varejo Brasileiro 
O longo período recessivo, apontado por muitos como o mais grave de nossa história, teve influência direta na receita do autosserviço em 2016. Segundo o estudo Estrutura do Varejo Brasileiro, da Nielsen, o setor apresentou queda no índice de faturamento pelo segundo ano consecutivo. O biênio de retração, que sucede uma já saudosa sequência de nove anos de crescimento, reflete os efeitos da crise, protagonizados, principalmente, pelo fantasma do desemprego.

 

“O desempenho do setor depende muito da massa assalariada e dos níveis de emprego no País. Quanto melhores forem os indicadores, melhores tendem a ser as vendas do autosserviço”, observa o consultor de Economia e Pesquisa da Abras, Flávio Tayra.

 

Em 2016, apesar da alta nominal de 7,1% registrada pelo setor supermercadista, fruto de um faturamento de R$ 338,7 bilhões, o desempenho real foi de queda. Considerando-se a infl ação acumulada no período (deflator: IPCA médio de 8,8%), o autosserviço brasileiro fechou o ano em queda de 1,5%.

 

Já a representatividade do varejo supermercadista no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro se manteve, praticamente, estável — embora a economia tenha retraído 3,6%. No ano passado, o setor respondeu por 5,4% das riquezas (bens e serviços) produzidas no País.

 

Vale ressaltar que o estudo Estrutura do Varejo Brasileiro corresponde a uma projeção realizada pela Nielsen, a partir da sua base amostral. Os dados contidos nesta análise, portanto, extrapolam aqueles que foram fornecidos pelas empresas participantes do Ranking Abras/SuperHiper, que, neste ano, somaram 1.077. Informações específicas do estudo poderão ser obtidas nas próximas análises desta edição.

 

Com relação à mudança no desenho da base amostral do estudo da Nielsen, a executiva de Contas da empresa de pesquisa, Gabriela Maia, explica que, a partir do ano passado, a pesquisa passou a contemplar mais lojas, sobretudo de pequeno porte. “Além de ampliar a amostra, melhoramos o monitoramento da movimentação do pequeno varejo de autosserviço e aumentamos a precisão das informações fornecidas ao mercado.”

 

Com uma base mais atual, alguns dados importantes publicados na edição anterior foram revisados. A alteração mais flagrante se verifica no número de lojas. Conseguimos contemplar, no novo desenho da amostra, os anos de 2015 e 2016. Os demais anos não puderam ser incluídos. Por isso, verifica-se uma diferença significativa na variação de lojas de 2014 para 2015.” A mudança, por outro lado, não surtiu efeito representativo em termos de faturamento, já que o redesenho não contemplou empresas com gandes receitas, concentrando-se em pequenas empresas.

 

Leia a Matéria na íntegra na edição de Abril da Revista SuperHiper



 

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