(318)
Última edição
Última Edição
Matéria de Capa
Ponto de Vista
Destaque
Dicionário do Setor
Internacional
 
Você está em:

SuperHiper

Um novo varejo para um novo consumidor 01/09/2016 14:53:48

Como as novas gerações de consumidores enxergam o atual varejo supermercadista?

O setor, mais uma vez, está diante de transformações sociais e tecnológicas. Elas mudam comportamentos e valores de consumo e, consequentemente, as relações entre empresas e clientes. Ao varejo, só há um caminho: alinhar sua imagem e operação à nova realidade


Quando as gigantes Coca-Cola, Ambev e PepsiCo anunciaram recentemente que deixarão de vender refrigerantes em escolas para crianças de até 12 anos, priorizando apenas água mineral, suco 100%, água de coco e bebidas lácteas, qual é a mensagem por trás desta iniciativa? E o que pode ser concluído quando outras grandes marcas exaltam cada vez mais o respeito à diversidade humana e ao meio ambiente? O recado é claro: no mundo atual, apenas vender não é mais o suficiente. O consumidor do século 21 tem novas preocupações, prioridades, hábitos e valores.


Ele está inserido num contexto em que a tecnologia tornou-se janela para o mundo, problemas sociais e ambientais não têm mais condições de "serem varridos para debaixo do tapete", ética empresarial não é mais diferencial, mas obrigação, e o preconceito, embora muito presente, é cada vez mais repudiado e combatido. Sem contar que agilidade e praticidade são palavras cada vez mais pronunciadas. Tratam-se, portanto, de valores que estão mudando a forma como as pessoas pensam, consomem e enxergam as empresas. No Brasil, este é um movimento que está a pleno vapor.


Ao supermercadista, que está em contato direto com o consumidor, vale compreender e acompanhar essas transformações com bastante atenção. Isso porque elas podem estar acontecendo num ritmo maior do que o tempo de reação do setor, conforme indicam recentes pesquisas (veja boxe "Inovar ou morrer?"). Elas revelam que 62% das grandes empresas do varejo perderão a liderança do seu segmento até 2030 por falta de acompanhamento das mudanças do mercado e que práticas que estão sendo bastante valorizadas pelos consumidores estão sendo vistas com uma importância menor pelo varejo.


Por isso, SuperHiper consultou diversos especialistas para destacar as principais mudanças ocorridas no comportamento do consumidor brasileiro nos últimos anos e para mostrar o que o varejista pode fazer para alinhar sua imagem e operação às novas necessidades e valores de consumo.


O que mudou no consumidor?


As pessoas estão cada vez mais conectadas à internet e, consequentemente, mais bem informadas sobre as características de um produto ou serviço e da reputação de uma marca. "Tornaram-se, portanto, mais atentas e criteriosas para comprar", observa o professor de comportamento do consumidor da ESPM, Fábio Mariano. "Nota-se também que elas estão exigindo das empresas mais qualidade e uma postura mais cidadã e responsável. Essa é uma das principais mudanças em seu comportamento."


Além disso, o novo consumidor valoriza mais o seu tempo, fazendo com que conceitos como agilidade e praticidade estejam mais presentes em sua vida. "A saúde e o bem-estar são outros aspectos que o definem, visto que hoje a população fuma menos, se alimenta melhor, se exercita com mais regularidade e, consequentemente, vive mais", ressalta o CEO da consultoria RTC Brasil, Romualdo Teixeira. Ele ainda destaca que as pessoas estão mais conscientes em relação à preservação do meio ambiente e que este assunto deve estar na pauta de todas as empresas.


Uma pesquisa divulgada pela GfK Brasil, em junho, comprova esta afirmação. De acordo com o levantamento, realizado junto a 28 mil consumidores de 23 países, 76% dos entrevistados concordam que as marcas e empresas devem ser ambientalmente responsáveis. No Brasil, essa média é maior, de 81%, o que o coloca como o quinto País mais preocupado com a responsabilidade ambiental. Os entrevistados também responderam o quanto se sentem culpados ao, eventualmente, agirem em desacordo com o conceito de ecologicamente correto. As respostas dos consumidores brasileiros posicionam o País no terceiro lugar deste quesito, com 75% dos entrevistados declarando sentir culpa quando tomam alguma atitude contrária aos valores ambientais.


De forma geral, tais transformações nos hábitos de consumo e comportamento de compra são gradativas e motivadas, basicamente, por quatro fatores: economia, demografia, tecnologia e sustentabilidade. Do ponto de vista demográfico, o diretor da Inteligência de Varejo, Olegário Araújo, esclarece que as mudanças mais relevantes neste sentido estão associadas à diminuição das famílias e ao aumento de lares com um único morador. "Este fato traz impactos na lista de compra destes domicílios, tanto em quantidade, como em sortimento. Na prática, força a mesma empresa a compreender com mais profundidade o entorno de cada loja e ter sortimentos diferenciados", explica.



Leia a matéria na íntegra na edição de Agosto da revista SuperHiper.


 



 

Últimas

» O grandioso mercado das pequenas lojas 27 de Junho 2017, 14h11
» Os bastidores de cada gôndola 01 de Junho 2017, 14h11
» Em busca da retomada 05 de Maio 2017, 09h19
» Depois da tempestade... 03 de Abril 2017, 09h46
» Sinergia e criatividade para adoçar as vendas da Páscoa 2017 21 de Fevereiro 2017, 16h33
» Um jantar com muita história para contar 27 de Dezembro 2016, 15h59
» Ao cliente, com carinho e exclusividade 23 de Novembro 2016, 15h15
» Trabalho em conjunto dribla adversidades 21 de Outubro 2016, 11h53
» A prevenção de perdas traduzida em ganhos 28 de Setembro 2016, 14h53
» Um novo varejo para um novo consumidor 01 de Setembro 2016, 14h53

Ver mais »