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Seis anos de vanguarda
Principal evento do setor supermercadista completa 46 anos de história e seis anos de uma renovação conceitual que começou no primeiro ano da gestão doa atual presidente Sussumu Honda
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Sussumu Honda, presidente da Abras
  
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Da esquerda para a direita, o vice-presidente e o

presidente do Conselho Consultivo da Abras,

José Humberto Pires de Araújo e João Carlos de Oliveira,

e o primeiro vice-presidente da entidade,

Fernando Teruo Yamada.

  

A Convenção da Abras foi aberta pela sexta vez consecutiva pelo presidente Sussumu Honda.
O maior evento supermercadista do País, em sua 46a edição, em dada medida pode ser visto como o início da despedida de Sussumu da presidência da entidade, o que só ocorrerá em dezembro deste ano. Esse significado fica ainda mais evidente quando lembramos que em seu primeiro ano de gestão (2007) Sussumu foi um dos responsáveis por conferir ao evento "cara nova", incrementando-o com a presença obrigatória de palestrantes de renome internacional, a vanguarda do conhecimento varejista, tirando a tradicional feira e dando à Convenção caráter de liderança.

Na noite do dia 18 de setembro, Sussumu deu início (oficial) à Convenção agradecendo a presença e citando nominalmente representantes de órgãos públicos, entidades de classe, empresas do setor e parceiras que desde sempre tornam possíveis e bem-sucedidas não somente a Convenção da Abras, mas inúmeras outras realizações da entidade. "Nosso papel é servir o setor e por extensão os consumidores. Mas isso seria impossível sem a indústria e sem a relação amigável que temos com os órgãos públicos. O vínculo que temos com nossos parceiros e que se aprofunda cada vez mais traz ganhos para todos os envolvidos, sobretudo o consumidor", afirmou Sussumu.

Além do caráter integrador do evento, que coloca, no mesmo espaço, profissionais dos diversos elos da cadeia de abastecimento, Sussumu enalteceu o internacionalismo da Convenção. "O evento não diz respeito apenas aos empresários brasileiros, mas de toda a América Latina". Para reforçar suas palavras, o presidente citou a realização da Assembleia e do Workshop da Associação Latino-Americana de Supermercados (Alas). "O caráter profissional dos eventos combinados na Convenção não deixa dúvida quanto ao comprometimento do setor em ser cada vez melhor para o consumidor."

Porém, o discurso de abertura também trouxe cobranças. O presidente aproveitou a oportunidade para lembrar a importância de o governo aprovar a isenção de impostos (PIS e Cofins) para os produtos da cesta básica, o que ainda não aconteceu, embora haja o compromisso da presidente Dilma Rousseff de aprová-la assim que uma lista de produtos de abrangência nacional for definida. "Esse é um pleito antigo do setor e da entidade. Estamos há 30 anos esperando e acreditamos que estejamos perto de alcançar. Recentemente conversamos com o ministro Guido Mantega [Fazenda] a respeito e sei que o governo está fazendo a sua parte."

Ao fim de seu discurso, Sussumu falou das mudanças pelas quais passou a Convenção de 2011 para 2012. Apesar de relativamente novo, o evento tem tido mudanças, e nesta edição não foi diferente. Passou a ter mais espaço e tempo para as reuniões comerciais entre patrocinadores e supermercadistas e para o Encontro Internacional de Negócios. A Exposição de Tecnologia da Abras também passou a ter maior destaque e importância. Sussumu disse que o Brasil e os supermercados ainda vivem um momento excelente apesar da crise internacional e dos desafios que se apresentam, de ordem socioambiental, por exemplo. "Estamos preparados e vamos passar por esses desafios sem sobressaltos. Acredito muito na nossa capacidade de seguir avançando", afirmou. Para concluir, reiterou a importância de as empresas participarem da Convenção sempre com o mesmo engajamento.

Ele destacou o caráter exclusivo do evento, que reúne as lideranças do setor supermercadista. "É uma oportunidade rara para as indústrias conversarem com os gestores dos principais supermercados do País de forma reservada."


Sem Miséria

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Maya Takagi, MDS
  
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A secretária Nacional de Segurança Alimentar do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Maya Takagi, abriu seu discurso enaltecendo o compromisso social do setor, por meio de todas as suas entidades, da Abras às estaduais, e suas empresas. "Os supermercados foram os primeiros a aderir ao Plano Brasil Sem Miséria lançado pelo governo [Dilma] no ano passado. O setor se comprometeu a fazer negócios com pequenos agricultores familiares assistidos pelos programas sociais do governo.

Hoje, muitas empresas de grande porte já compram desses agricultores e os ajudam a crescer, cumprindo papel de inclusão social da mais alta relevância." Maya também revelou que o MDS com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) está preparando uma premiação para as empresas que participam do Plano Brasil Sem Miséria. Não apenas os supermercados serão contemplados, "mas também os atacados", conforme fez questão de frisar Maya, em referência à presença ao evento do presidente da Associação Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores (Abad), Carlos Eduardo Severini.

Ao tratar desse assunto, a executiva convidou para subir ao palco o diretor de Geração de Valor e Renda do MDA, Arnoldo Anacleto de Campos, um dos principais responsáveis pela aproximação entre as empresas e os agricultores. Ao lado dele, ela explicou que a ideia do governo é, por meio da premiação, agradecer às empresas que compram da agricultura familiar e contribuem com o desenvolvimento social do País. "Todas as empresas que participam do Plano serão certificadas, mas haverá distintas formas de premiação conforme o nível de engajamento das empresas", disse Maya.

A executiva do MDS também destacou e agradeceu o papel das associações no Plano Brasil Sem Miséria, que vai além de fazer a ponte entre supermercados, governo e agricultores. "Aqui na Convenção, temos a oportunidade de ter um estande exclusivo e sem custos para promover produtos oriundos da agricultura familiar. Isso já aconteceu em eventos de entidades estaduais", afirmou.

Maya afirmou que o MDS segue expandindo os programas sociais que visam erradicar a miséria no País e incluir cada vez mais brasileiros no mercado de consumo e produtivo. "Das 800 mil famílias que ainda não eram contempladas pelo ‘Bolsa Família' no primeiro ano deste governo, 700 mil já foram identificadas e inclusas no programa."

Integração

O diretor do Departamento de Políticas de Comércio e Serviços (Decos) da Secretaria de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Maurício do Val, representou o ministro Fernando Pimentel no evento e falou do excelente trabalho institucional que a entidade tem realizado, estreitando cada vez mais o relacionamento com os órgãos governamentais.

"É destacável o empenho da Abras para ter um bom relacionamento com o setor público, em especial com o MDIC, e gostaria de agradecer a entidade por essa disposição por meio de seus representantes Sussumu Honda, Tiaraju Pires [superintendente da entidade] e Alexandre Seabra [diretor de Relações Institucionais]", declarou.

Maurício do Val disse que o varejo cumpre papel fundamental no Plano Brasil Maior que está sendo colocado em prática e que visa fortalecer a economia brasileira por meio de alguns setores estratégicos. Uma das metas do plano é "ampliar acesso a bens e serviços para gerar qualidade de vida" às pessoas e, segundo Maurício, o varejo tem mostrado grande eficiência nesse propósito. "Já há alguns anos estamos construindo uma agenda conjunta com o setor supermercadista e por isso quero aproveitar a oportunidade de estar aqui para agradecer a Abras", concluiu.

Dos temas em discussão, entre o MDIC e a Abras, inseridos no Plano Brasil Maior, é possível destacar a criação de regras claras para a restrição à importação; a simplificação do sistema tributário nacional, de modo a facilitar o planejamento das empresas; o fim da incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo do Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins); readequação da tabela de imposto de renda das empresas; a isenção do PIS e Cofins para os produtos da cesta básica, como lembrado por Sussumu, e inúmeros outros temas de caráter tributário.

Boa parte desses temas ainda está em estudo. Propostas iniciais foram formuladas, avaliadas e agora estão sendo reformuladas para que se tornem viáveis em todos os aspectos. A presidente Dilma Rousseff tem pressa, já que as ações são essenciais para impedir que a crise prejudique o bom desempenho econômico que o Brasil tem apresentado nos últimos anos.


Trabalho

Além dos secretários Maya Takagi e Maurício do Val, na solenidade da Convenção, esteve presente também o secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Marcelo Aguiar, representando o ministro Brizola Neto. Aguiar se reuniu com o presidente Sussumu Honda durante o jantar logo após a cerimônia de abertura e juntos iniciaram tratativas para a criação de agenda conjunta que atue sobre a geração de emprego e a qualificação de mão de obra para o varejo, sobretudo de pessoas contempladas pelo Brasil Sem Miséria.

A pasta do Trabalho é importante não apenas para ações do setor no âmbito do Plano Brasil Sem Miséria, mas também em relação ao Plano Brasil Maior. Entre as medidas já tomadas pelo governo em âmbito trabalhista, destaque para a desoneração da folha de pagamento de milhões de trabalhadores de alguns setores da indústria que usam mão de obra intensiva, como têxtil, móveis, plásticos, material elétrico e autopeças. Onze setores da indústria foram contemplados até o momento.

Leia a matéria completa na edição de outubro da SuperHiper