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Venda em supermercados deve crescer 2% no Estado de São Paulo 18/12/2018 11:51:15

Melhor época do ano para o setor supermercadista, as vendas para este Natal e réveillon devem ter um crescimento real de 1,5% a 2% em relação ao ano passado. A estimativa é da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Entre os alimentos mais vendidos nesta época do ano, a expectativa de vendas do panetone é a maior.

 

Segundo a pesquisa da Apas, apesar do preço, cuja previsão é de aumento no preço de até 5% comparado ao mesmo período do ano passado, se espera um volume de venda de panetones 10% maior. A explicação para o panetone estar mais caro este ano é o dólar alto, que fez com que o preço se acelerasse devido ao trigo importado.

 

Os demais produtos procuradores pelos consumidores para as ceias de Natal e ano novo, como espumantes, vinhos, frutas importadas, azeite, entre outros, também estão com estimativa de preços mais alta em relação ao mesmo período do ano passado, aponta o estudo da Apas. A cerveja, no entanto, é mais imune aos aumentos do câmbio e com a crescente concorrência no setor, está com deflação de 0,97%.

 

O economista da Apas, Thiago Berka, destaca ainda que “apesar de tímido, o aumento entre 1,5% a 2% nas vendas dos supermercados no Natal e réveillon é importante em um ano que teve muitas turbulências para o setor, mas que expectativas positivas para 2019”, destaca.

 

Para a entidade, o crescimento nas vendas está baseado na lenta recuperação do emprego formal e na variação na cotação do dólar. “O dólar, aliás, deverá ter um efeito de preços maiores em alguns itens vendidos com a correção de tabela feita pela indústria nos últimos meses”, aponta Berka.

 

A pesquisa da Apas destaca ainda que os preços do peru e do chester devem permanecer mais baratos no Natal e Ano Novo 2018 em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a Apas, o preço do peru apresentou queda de 6,22% nos últimos 12 meses e no acumulado de 2018 está com redução de 5,70%. “Haverá um aumento de preço natural em novembro e dezembro por conta da demanda da época, mas ainda assim, eles devem permanecer mais baratos que no Natal de 2017”, afirma o economista da Apas.

 

As frutas de época tiveram 6,04% de aumento de preços no acumulado de 12 meses. No entanto, historicamente, nesta época do ano, o preço dessas frutas cai, beneficiando o consumidor. O doces também têm no Natal a segunda melhor data para a indústria. A compra de chocolate como presente alavanca o setor, e os preços estão em queda de 2,01% no acumulado de 12 meses. Porém, até outubro a alta é de 0,94%.

 

Consumidor antecipa a compra de panetones e outros itens

 

A pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (Apas) observa um cenário mais difícil de preços este ano, causados principalmente pelo dólar e a uma safra, ainda que muito boa, menor que a do ano passado. O dólar causou aumentos desde insumos de produtos químicos até os da agricultura como o trigo, e também deixou mais atrativa a exportação do que escoar a produção no mercado interno. Com isso, vários itens procurados pelos consumidores para as festas de Natal e ano novo nos supermercados estão mais caros em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Exemplo deste cenário são os tradicionais panetones, que já caíram no gosto dos consumidores. A pesquisa da Apas aponta que os panificados demonstram aumento em 2018, até outubro, de 4,74%, e, nos últimos 12 meses, de 4,92%. O dólar alto fez com que o preço se acelerasse devido ao trigo importado. No entanto, é boa a expectativa de venda de panetones nos supermercados. “Os panetones são um dos símbolos do Natal no Brasil. A indústria, percebendo isso, reinventou o produto com diversas variações de sabores, formatos e agregando suas marcas líderes ao produto. Esta mudança fez com que a penetração de panetones nos lares do País subissem para 53%”, comentou Thiago Berka, economista da Apas.

 

Nos supermercados em Sorocaba não é diferente. Na sexta-feira, no Coop, no bairro Árvore Grande, o panetone estava presente nos carrinhos de compras dos consumidores. O gerente geral da unidade, Reginaldo Lopes, afirma que a expectativa de venda dos panetones nesta época do ano é de aumento de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. “Aumentamos a produção do panetone de frutas e de chocolate da nossa própria marca em 12% já para atender a demanda das festas de Natal e ano novo”, afirma. “No geral esperamos um aumento nas vendas dos produtos natalinos de até 5% em relação ao ano passado”, diz Lopes.

 

Quem foi as compras já garantiu pelo menos um panetone ou mais. Foi o caso da dentista Maria Elena Pissini, 59 anos, que levou um panetone de chocolate, um chester e três garrafas de vinho. Ela disse que os preços no geral estão um pouco mais caros do que no ano passado. “Nesta época do ano não dá para fugir muito dos produtos tradicionais”, afirma.

 

Já o aposentado Fábio Romano, 58, também saiu do supermercado com um panetone no carrinho, entre outros produtos, e disse que já comprou outros antes e deverá comprar pelo mais um até o Natal. “O panetone não pode faltar nesta época do ano, todo mundo gosta.”

 

Preço de espumante e vinho subiu

 

A pesquisa da Apas aponta também aumento de preços para os espumantes e vinhos, bastante procurados nesta época de festas de Natal e ano novo. Os espumantes demonstram aumento de preços no acumulado do ano de 4,99%. Para o Natal, os preços devem seguir essa tendência de alta observada ao longo de 2018. Já os preços dos vinhos subiram 5,31% no ano puxados pelo aumento forte do câmbio.

 

Para o Natal 2018 o consumidor irá observar preços maiores que em 2017 e pode optar por rótulos nacionais ao invés dos importados. Para os espumantes, os três últimos meses do ano concentram a maior parte das vendas da bebida.

 

O azeite é outro produto que subiu bastante nos últimos 12 meses, terminando em setembro com acréscimo de 15%. O produto importado e que o brasileiro utiliza com regularidade teve aumento de preço devido ao câmbio e maior demanda no Natal.

 

Alguns produtos, como panetones, peru e chester, costumam ter descontos nos supermercados no início de janeiro, passado o período de festas.

 

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

 



 

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